segunda-feira, 6 de maio de 2013

Conversa com a solidão.

Quando nos encontramos, vivemos juntas a realidade, tiramos a máscara que trazia os falsos sorrisos de simpatia e alegria.
Não existem motivos para mentir e mesmo quando tento nos enganar, você me sufoca  até sentir o nó na garganta, o aperto no peito e os olhos não conseguirem segurar as lágrimas. 
Não há porque mentir, somos só nós duas e assim como eu, você sabe toda a verdade que escondo por trás do olhar que disfarça algo que nem ele mesmo conhece, dos lábios que fingem sorrir, dos gestos que fingem afeto... Sabemos que não passam de farças, de sentimentos supérfulos, de armadilhas para aqueles  inocentes que se deixam levar pelo encanto...
 Gosto de saber que podemos dividir toda a verdade, que por sinal, é um segredo, que quero dividir contigo e mais ninguém, amiga solidão.

domingo, 21 de abril de 2013

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Passou por mim e de repente nada mais foi igual;
transformou pensamentos em atitudes.
Me despertou desejos e levou-me a situações improváveis.
Trouxe-me uma rotina, mas me surpreendeu sempre que me acostumava.
Ofereceu-me presentes; às vezes embalados em pacotes delicados, às vezes amassados.
Não foi sempre que conseguiu me  agradar, já trouxe peças de roupas que não me cabiam,
perfumes enjoativos, cartas que me recusei a ler.
Mas sempre foi bastante oportunista, peculiar e acima de tudo encantador; quando cura feridas, gerando e levando lembranças boas e ruins.
Sagaz, sempre possuindo respostas, mas as apresentando no momento certo, podendo ser imediatamente ou após um longo período, porém sempre esclarecedoras e sinceras.
Nunca voltou para que pudéssemos reviver qualquer momento, sendo sábio, lembrou-se de que existiram não apenas momentos agradáveis, mas também aqueles que trouxeram mágoa, então nos deu a oportunidade de viver novos momentos físicos, sem nos privar daqueles psicológicos em que vivemos tudo novamente ou que criamos aquilo que ainda não nos foi real...
Vive correndo entre todos nós, deixando essas e outras sensações de ganha e perda.
Ah, como dizia Cazuza "O tempo não para."...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Insonia.

No calar da noite, quando todos foram dormir e as luzes já se apagaram, a mente viaja em pensamentos.
Às vezes chegam sentimentos como medo, a esperança ou a tristeza, porquê a anestesia da luz do dia se foi e de repente tudo que foi evitado aparece em sua mente; aquela verdade, aquela cobrança, aquela grande dúvida sobre o futuro, tudo surge bloqueando o pouco de sono que se tinha, obrigando as pupilas permanecerem dilatadas fitando o escuro enquanto a mente trabalha e o corpo reage com um sorriso ou com algumas lágrimas.
E todo o processo dura até os primeiros feixes de luz penetrarem a janela do quarto, e o sono embalar o corpo e a mente, transformando os pensamentos em sonhos confusos.